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Manual definitivo do cuidado capilar: tudo o que você precisa saber sobre porosidade, frizz e cronograma capilar

O cabelo, assim como a pele, tem necessidades próprias que variam de pessoa para pessoa. Fatores como genética, rotina de cuidados, hábitos diários e até o clima influenciam diretamente na saúde e aparência dos fios. Hoje, vamos explorar três temas que geram muitas dúvidas: porosidade, frizz e cronograma capilar — e como o tipo de cabelo pode influenciar cada um deles.



1. Porosidade capilar: o que é e por que importa

A porosidade é a capacidade do fio de absorver e reter água e nutrientes. Ela é determinada principalmente pela integridade da cutícula, que é a camada mais externa do cabelo.

  • Baixa porosidade → Cutículas bem seladas, alinhadas; o fio absorve produtos mais lentamente, mas retém melhor a hidratação. Geralmente visto em cabelos virgens ou pouco processados.

  • Porosidade média → Equilíbrio entre absorção e retenção; responde bem à maioria dos tratamentos.

  • Alta porosidade → Cutículas muito abertas, o que facilita a entrada de nutrientes, mas dificulta a retenção. É comum em cabelos danificados por química, calor excessivo ou agressões ambientais. Portanto, estes fios possuem maior suscetibilidade à quebra, frizz, embaraço e desbotamento da cor.


Fatores que influenciam a porosidade capilar:

  • Estrutura do fio (fatores genéticos)

    • Cabelos naturalmente cacheados ou crespos apresentam cutículas menos sobrepostas e maior irregularidade no diâmetro, favorecendo maior porosidade natural.

  • Exposição química e física

    • Processos como descoloração, tintura, alisamento, relaxamento e exposição excessiva ao calor ou radiação UV danificam a cutícula e a camada de lipídios (18-MEA), aumentando a porosidade.

  • Processos fisiopatológicos

    • Algumas doenças do couro cabeludo e do fio (p. ex., alopecia cicatricial, tricotilomania, moniletrix) podem alterar a estrutura e permeabilidade.


Como melhorar:

  • Evitar procedimentos agressivos consecutivos.

  • Usar proteção térmica antes de secador, chapinha ou modelador.

  • Apostar em tratamentos que repõem lipídios e proteínas para reconstruir a cutícula.


2. Frizz: não é só estética, é sinal do estado do fio

O frizz é um fenômeno visual e tátil caracterizado por fios desalinhados em relação ao restante do cabelo, geralmente mais "arrepiados", que se projetam para fora do comprimento principal. Ele resulta de irregularidades estruturais na fibra capilar e interação do fio com a umidade ambiental por excesso ou falta de água, danos estruturais ou eletricidade estática.

  • Pode ser consequência de alta porosidade, clima úmido, ressecamento ou até da forma natural do cabelo (cabelos mais cacheados e crespos tendem a ter mais frizz devido à distribuição desigual da oleosidade natural).


Fatores desencadeantes

  • Umidade ambiental → causa absorção desigual de água, levando a variação no diâmetro e formato do fio.

  • Processos químicos (descoloração, coloração, alisamento) → degradam proteínas e lipídios estruturais (especialmente 18-MEA), abrindo cutículas.

  • Calor excessivo (secador, prancha) → desnatura proteínas e remove lipídios superficiais.

  • Atrito mecânico (toalha, escovação agressiva, travesseiro áspero).

  • Fatores intrínsecos → cabelos cacheados ou crespos têm predisposição maior devido à distribuição irregular de queratina e ângulos de curvatura.


Como controlar:

  • Manter a hidratação interna do fio.

  • Evitar fricção excessiva (secagem agressiva com toalha, travesseiros sem fronha de cetim).

  • Selar a cutícula com finalizadores que contenham silicones leves ou óleos vegetais.


3. Tipos de cabelo e como eles influenciam porosidade e frizz

Cada formato de fio influencia diretamente na distribuição de oleosidade, na tendência ao frizz e na porosidade natural:

  • Lisos → Oleosidade natural se distribui mais facilmente, tendendo a baixa porosidade. Pouco frizz, mas propensão à oleosidade excessiva.

  • Ondulados → Tendem à porosidade média; podem ter frizz moderado, especialmente em clima úmido.

  • Cacheados → Curvatura dificulta a distribuição da oleosidade natural, aumentando a tendência ao ressecamento, frizz e alta porosidade.

  • Crespos → Cutícula naturalmente mais aberta, alta porosidade e maior necessidade de nutrição lipídica para controle de frizz e retenção de hidratação.


4. Cronograma capilar: mitos e verdades

O cronograma capilar é um método de cuidados que alterna hidratação, nutrição e reconstrução para manter o equilíbrio hídrico, lipídico e proteico do fio.

No entanto, não é obrigatório seguir uma tabela fixa para ter cabelos saudáveis.💡

Cada fio tem necessidades próprias, e o excesso de um nutriente (como proteínas em excesso) pode causar rigidez e quebra, assim como excesso de óleos pode deixar o cabelo pesado e sem brilho.

Como fazer da forma certa:

  • Observe o comportamento do cabelo:

    • Ressecado e áspero → invista em hidratação.

    • Sem brilho e com frizz → priorize nutrição.

    • Quebradiço e frágil → foque em reconstrução.

  • Ajuste a frequência de cada etapa conforme a resposta do fio. Realizar uma destas etapas uma vez por semana ou a cada quinze dias é, em geral, suficiente para ter cabelos saudáveis.


Conclusão

Cuidar dos cabelos não é sobre seguir regras rígidas, mas sobre entender o que eles realmente precisam. Avaliar porosidade, observar sinais como frizz e respeitar as características do seu tipo de cabelo é o caminho para fios mais saudáveis, bonitos e alinhados à sua rotina.

Com informação de qualidade e pequenas adaptações no dia a dia, é possível conquistar cabelos mais fortes, brilhantes e naturalmente bonitos, sem exageros ou modismos.

 
 
 

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